Depois de sofrer apenas sua segunda derrota na Série D do Brasileiro, o ABC volta a campo neste domingo carregando uma grande responsabilidade: ou vence o Águia de Marabá, no confronto marcado para as 16h, na Arena das Dunas, ou dará adeus ao sonho de acesso para a Série C do próximo ano.
O treinador Waguinho Dias aposta na força do elenco para reverter a situação, que pode encerrar a temporada abecedista de forma dramática. Mas, por enquanto, essa possibilidade não é tratada como prioridade, porque enquanto ainda houver minutos a disputar, existe esperança. Se vencer por dois ou mais gols de diferença, a classificação alvinegra estará garantida de forma direta. Em caso de vitória por apenas um gol, a vaga será decidida nos pênaltis — e a estratégia para isso já está definida pelo comandante.
“O ABC perdeu recentemente uma decisão por pênaltis no Campeonato Estadual, e essa experiência também serve de aprendizado. Meus critérios são claros: experiência, histórico em cobranças e frieza em momentos decisivos. Eu e o analista estudamos quantas decisões cada atleta já disputou e como se comportou. Também treinamos bastante. Alisson, Bahia e outros jogadores vêm treinando bem. Além do treinamento, entra também o meu feeling e a experiência do atleta em jogos importantes”, ressaltou.
A expectativa é de apoio em massa da torcida abecedista na Arena das Dunas. Além do apelo natural do confronto, o consórcio Arena das Dunas firmou parceria com o clube para promover o ingresso solidário, permitindo ao torcedor entrar no estádio mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Questionado se a pressão das arquibancadas pode interferir no comportamento da equipe, Waguinho Dias foi enfático.
“Se algum jogador sentir pressão porque a torcida será grande, então ele não pode vestir a camisa do ABC nem atuar em um clube deste tamanho. Precisamos enxergar esse ambiente de forma positiva. Quando somos propositivos e jogamos da maneira que sabemos, normalmente conseguimos marcar cedo. Temos atletas experientes, capazes de entender o momento da partida. O apoio da torcida precisa ser encarado como um combustível, nunca como um fator de pressão negativa”, destacou.


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